Caliandra (Calliandra dysantha Benth)

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Calliandra dysantha Benth. Foto: J. Camillo.

      Ao findar mais um ano e desejando Boas Festas a todos os leitores, não poderia deixar de falar de uma planta que me lembra muito o Natal: a Caliandra, flor símbolo do Cerrado.
   Conhecida popularmente pelos nomes de flor-do-cerrado, ciganinha, caliandra ou esponjinha, inicia sua floração no auge da estação seca, destacando-se em meio à paisagem seca e poeirenta.

Detalhe das folhas e flores da planta.
Foto: J. Camillo.
Descrição botânica: Pertence à família botânica Fabaceae, planta de porte arbustivo com 1 ou 2 metros de altura. As folhas são bipinadas, com 4 a 7 pares de pinas e entre 20 e 50 foliólulos, sésseis, medindo aproximadamente 10 mm de comprimento e 4 mm de largura. A beleza e delicadeza de sua inflorescência e conferida pela presença de numerosos estames longos e de coloração avermelhada. O fruto é um legume de formato oblongo com cerca de 10 cm de comprimento. A floração ocorre entre os meses de março e setembro, com alguma variação regional.
            Botanicamente, são descritas quatros subespécies/variedades, sendo: Calliandra dysantha var. dysantha; C. dysantha var. macrocephala; C. dysantha var. opulenta e C. dysantha  var. turbinata.

A planta é bastante adaptada às condições de seca e ao fogo, observa-se aqui a
planta vegetando normalmente após incêndio na área e em destaque, o fruto.
Foto: J. Camillo.

Mapa da distribuição da espécie no Brasil.
Fonte: Souza (2014) Link.
Onde ocorre: A espécie é nativa da flora do Brasil e bastante comum em áreas de cerrado de alguns estados das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste, podendo ser encontrada até o norte do Paraná. A espécie não é endêmica do Brasil, podendo ser encontrada em outros países da América do Sul.

Usos:  A planta tem potencial para ser utilizada em jardinagem e paisagismo e na confecção de arranjos de frutos secos. Não é indicada para arranjos florais frescos, uma vez que a inflorescência é extremamente frágil e dura apenas algumas horas depois de colhida. As raízes e flores são utilizadas na medicina popular, em forma de decocto, como regulador menstrual. Também é utilizada na elaboração de florais, indicados para o tratamento da tensão e estresse.
Planta durante a floração, no auge da estação seca no Cerrado. Foto: J. Camillo.

Curiosidades:  As caliandras são bastante conhecidas e utilizadas em paisagismo e jardinagem no Brasil, mas a Calliandra dysantha não é cultivada comercialmente e por isso, até o momento, inexistem dados agronômicos relativos ao seu cultivo.
         A família Fabaceae, a qual pertence o gênero Calliandra, de forma geral, caracteriza-se pela presença de folhas compostas, com folíolos bem pequenos e inflorescências umbeliformes, ou seja: essa flor com formato de “pompom” constituída por numerosas flores com estames bem pronunciados, alongados e coloridos (vermelhos, brancos, rosados, amarelados ou multicolores).

Calliandra brevipes, a espécie mais comumente encontrada em jardins pelo Brasil. Foto: J. Camillo.

Referências bibliográficas

CARNEIRO, E. Porque Caliandra? Flores do Cerrado. 2014. Link.
CIGANINHA. Rede de Sementes do Cerrado. 2014. Link.
SOUZA, E.R. Calliandra in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <Link>. Acesso em: 18 Dez. 2014.
REZENDE, D.V.; DIANESE, J.C. Revisão taxonômica de algumas espécies de Ravenelia em leguminosas do Cerrado brasileiro. Fitopatologia Brasileira, 28(1), 27-36, 2003. Link <Link>.  

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