A secura produz paisagens lindas no Cerrado! O pôr do sol é de tirar o folego, florescem os ipês, os pau-rosas, os jacarandás e as sapucaias, com suas folhas e flores roxas que se destacam em meio à paisagem cinza das cidades do Centro-Oeste do Brasil. Por vezes confundidas com “algum tipo de ipê”, as sapucaias são árvores de médio a grande porte, com potencial ornamental para uso em áreas amplas e podem ser cultivadas em várias regiões do Brasil. 

Descrição botânica: Da família Lecythidaceae, a sapucaia é uma árvore que pode medir entre 15 a 30 m de altura e o tronco pode chegar a 90 cm de diâmetro. Obviamente que nas condições de restrição hídrica do Cerrado as plantas crescem menos, porém apresentam um colorido muito mais vibrante. As folhas jovens possuem cor arroxeada, passando a verde escuro à medida que maturam. As flores, também arroxeadas, desabrocham simultaneamente ao surgimento das folhas jovens e ambas se confundem na monocromia. Os frutos são grandes cápsulas lenhosas, que podem pesar mais de 1 kg, e abrigam em seu interior de 10 a 40 sementes (castanhas). A floração e frutificação ocorrem de junho a outubro, com variação conforme o clima e a região. 

Folhas novas e flores que se confundem na monocromia
Onde ocorre: Planta nativa, de ocorrência exclusiva no Brasil, nos biomas Amazônia e Mata Atlântica, nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste. É possível encontrar a espécie de forma natural em área antropizada e em florestas úmidas. Nas áreas urbanas, geralmente é encontrada na condição de cultivada. 
Detalhe de flores de sapucaia em planta com as folhas verdes

Usos: A espécie é mais conhecida pelos seus usos ornamental e madeireiro. Para fins ornamentais é preciso levar em consideração que a espécie cresce bastante e, por isso, deve ser cultivada em áreas amplas e ensolaradas, tais como praças, parques ou avenidas largas, onde não haja muita circulação de pessoas. A presença de frutos grandes e pesados, ainda que em pequeno número, inviabilizam o uso da sapucaia em estacionamentos e passeios públicos de grande circulação, bem como em áreas próximas a fontes ou piscinas, pois a espécie perde as folhas durante a estação seca. A madeira é moderadamente dura, empregada na fabricação de estacas, mourões e construções rurais em geral. Os frutos lenhosos podem ser usados como adorno e na fabricação de peças decorativas para interiores. 

Exemplo do uso da sapucaia na arborização de avenidas
As castanhas são comestíveis e muito saborosas. Cada 100g de castanha contém, aproximadamente, 55% de lipídios, 27% de proteínas, 5% de carboidratos, 3% de cinzas e 10% de umidade. O perfil lipídico é composto de 43% de ácidos graxos poli-insaturados, 42% ácidos graxos monoinsaturados e 15,2% ácidos graxos saturados. São fontes riquíssimas em fósforo, magnésio e manganês, além de fornecer energia, proteínas e outros minerais importantes para a saúde humana. As sementes são levemente aromáticas e oleaginosas e podem ser consumidas cruas, cozidas ou assadas, porém, sempre com moderação, pois cada 100g de castanha de sapucaia fornece, em média, 620 kcal. 

Aspectos agronômicos: A propagação pode ser feita por sementes ou por estaquia. As sementes devem ser colhidas e semeadas logo em seguida, pois perdem a viabilidade rapidamente. Antes do plantio em canteiros ou em saquinhos, recomenda-se escarificar com lixa as sementes, a fim de aumentar a germinação. As sementes devem ser regadas diariamente e a germinação pode levar entre 15 a 45 dias. Quando a propagação for por estacas, deve-se dar preferência às estacas herbáceas, que são menos lignificadas e enraízam com mais facilidade. Já existem estudos que demonstram a viabilidade da propagação in vitro da sapucaia, via cultivo em embriões e por microestaquia. A espécie prefere regiões com clima quente e, pelo menos, 1000 mm
anuais de chuvas. Desta forma, deixe para transplantar as mudas para o local definitivo no início da estação chuvosa, assim aumentarão as chances de pegamento das mudas. 

Frutos imaturos, porém, já bem grandes

Bibliografia recomendada 

Carvalho, I.M.M. et al. Caracterização química da castanha de sapucaia (Lecythis pisonis Cambess.) da região da zona da mata mineira. Bioscience Journal, 28(6), 2012. 

Flora do Brasil. Lecythidaceae in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <Link>. Acesso em: 21 Set. 2019

A cássia-imperial é nativa da Índia e foi trazida para o Brasil como planta ornamental, onde se adaptou muito bem. Sua florada amarelo-ouro ocorre entre dezembro e abril, variando conforme o clima e a região do Brasil. Sua copa arredondada e os belos cachos de flores pendentes formam um delicado conjunto no jardim. A depender da região, esta espécie pode ser chamada também de cana-imperial, chuva-de-ouro, canafístula ou canafístula-verdadeira.


Descrição botânica: Planta da família Fabaceae, árvore caducifólia, ou seja, que perde as folhas em uma determinada época do ano, pode medir entre 10 a 15 m de altura, tronco cilíndrico e casca lisa. Os ramos são abertos, formando copa globosa. Folhas alternadas, compostas por 4-8 pares de folíolos, até 13 cm de comprimento. As inflorescências são cachos pendentes, com flores grandes, de cor amarelo-ouro. O fruto é uma vagem cilíndrica e se desprendem da planta aos poucos ao longo do ano. Sementes pequenas, numerosas e com aroma delicado. 


Usos: Muito usada no paisagismo, adequada para plantio em parques, jardins e até mesmo na arborização de ruas. As sementes têm aroma semelhante ao do alcaçuz, sendo usadas como aromatizante de tabaco, sorvetes e na confeitaria. As sementes também possuem propriedades medicinais, usadas na medicina popular como cicatrizante, antipirético, analgésico, hipoglicemiante e purgativo. O tronco fornece madeira de alta qualidade para marcenaria, torno, construção naval, cabos para ferramentas, postes, esteios, moirões e outras construções rurais. As cascas são ricas em tanino, usado no curtimento de couro. As flores são melíferas e podem ser comestíveis. As folhas são tenras e servem de alimento para o gado. 

As flore são melíferas
Aspectos agronômicos: A propagação é feita por sementes, plantadas em substrato leve e bem drenado. As sementes devem ser plantadas logo após a colheita. Quando armazenadas por longo período, podem entrar em dormência, sendo necessário efetuar escarificação química ou mecânica (com lixa) antes do plantio, a fim de aumentar a germinação. As mudas têm crescimento rápido e podem ser plantadas em local definitivo quando atingirem entre 0,7 a 1 m de altura. Atenção para a escolha correta do local de plantio, pois esta espécie não tolera transplantio. Prefere regiões com clima quente. Floresce abundantemente no Cerrado. 

Planta jovem e já coberta de flores no Cerrado
Atenção: Embora existam vários relatos sobre o uso medicinal desta espécie, a mucilagem presente nas sementes e a grande quantidade de tanino na casca, podem causar intoxicações sérias. Desta forma, recomenda-se buscar informação especializada antes de efetuar qualquer uso terapêutico. 

Bibliografia recomendada 

Guedes, R.S. et al. Tratamentos para superar dormência de sementes de Cassia fistula L. Biotemas, 26(4), 11-22, 2013. 

Lorenzi, H. et al. Árvores e arvoretas exóticas no Brasil: madeireiras, ornamentais e aromáticas. Editora Plantarum, 2018.

Quando falamos em culinária regional, alguns sabores são emblemáticos. Para mim, quando se fala em comida goiana, vem logo à memória o empadão goiano, que nada mais é do que uma empada gigante recheada com frango, queijo, linguiça e gueroba ao gosto do cozinheiro. A gueroba ou guariroba, como também é chamada em Goiás, é uma palmeira que produz um palmito amargo bastante apreciado na cozinha regional. Assim como o pequi, o sabor é forte, e não existe meio termo, ou você ama ou odeia. 

O sabor se assemelha ao do jiló e o amargor pode ser controlado durante o cozimento, ou efetuando-se um escaldamento do palmito até suavizar o sabor. Aliás, por falar em amargor, a comida goiana tem, além da gueroba e do jiló, outro ingrediente de peso, um pouco menos conhecido e já tratado aqui neste blog, que é a jurubeba (Link). Esse trio é inesquecível! 

Empadão goiano: prato tradicional indispensável a quem vai conhecer as cidades históricas de Goiás
Descrição botânica: Da família Arecaceae, a gueroba é caracterizada pelo seu caule solitário e fino, que pode alcançar entre 5 a 20 metros de altura. As folhas têm coloração verde-escura, até 3 m de comprimento (compostas 100 a 200 pinas cada), concentradas em espiral no final do tronco, dispostas entre 15 a 20 unidades, formando copa arredondada. As inflorescências são interfoliares e recobertas por uma proteção lenhosa (raque); as flores são pequenas, de coloração creme e numerosas. Os frutos (coquinhos) têm formato arredondado (elipsoide) e coloração verde-amarelada. 

Inflorescência de guerobeira visitada por abelhas arapuás (polinizadores)
Onde ocorre: A gueroba é uma palmeira nativa, só encontrada no Brasil (endêmica), especialmente no Cerrado do planalto central, desde o norte do Paraná, até o Mato Grosso, Tocantins e sul-sudeste da Bahia. 

Cacho com frutos ainda verdes
Usos: Planta de uso alimentício, ornamental, medicinal, forrageira (frutos) e oleaginosa. O palmito é a porção comestível e pode ser empregado na culinária em diversas preparações. Além do recheio do famoso empadão goiano, pode ser usado em saladas, molhos e complementos. Quanto aos aspectos nutricionais, o palmito é rico em vitamina C, potássio, fósforo, antioxidantes e fibras, além de apresentar baixo índice calórico, são menos de 12 calorias em cada 100g de produto in natura. A amêndoa dos frutos também pode ser usada como alimento. No interior de Goiás ela é o ingrediente principal do “doce de taia”. É rica em óleo, sendo considerada um alimento de elevado valor calórico, com mais de 600 kcal em cada 100g de amêndoa in natura. O óleo pode ser empregado na produção de cosméticos. 

No livro Biodiversidade Sabores e Aromas (link no final do texto), o leitor poderá encontrar dicas e muitas receitas com o palmito, a exemplo do patê, a pamonha de frango com gueroba, o arroz de puta rica e a chica-doida, receitas tradicionais, simples e muito saborosas da cozinha goiana. 

A planta apresenta excelentes qualidades para uso no paisagismo, com destaque para o belo aspecto plástico conferido pelo seu caule único e afilado, terminando em copa arredondada, além da ausência de espinhos, facilidade de cultivo e resistência à seca, pragas e doenças. A planta é presença obrigatória nos diversos jardins de Burle Marx em Brasília, além de muitas outras cidades da região Centro-Oeste. 

Uso da gueroba no paisagismo. Praças dos Cristais- Brasília-DF.
Aspectos agronômicos: A produção de mudas é feita por sementes, que devem ser semeadas em sacos plásticos individuais. O percentual de germinação é de aproximadamente 60% e demora em torno de 100 a 120 dias para germinar. Dê preferência sempre à coquinhos maiores, que produzem mudas mais robustas. O substrato para germinação deve conter 3 partes de solo para uma parte de esterco bovino e, para cada 100kg de substrato, 2,5 kg de NPK 4-14-8 ou outra formulação organo-mineral similar, o que proporciona melhor formação das mudas quando se deseja iniciar um cultivo comercial. Quando as mudas atingiram cerca de 30 a 40 cm de altura podem ser plantadas nos locais definitivos e a colheita do palmito se dá após 3 ou 4 anos. O plantio das mudas deve ser feito em solo leve, bem drenado e rico em matéria orgânica. As plantas preferem locais de clima quente e, embora tolerem bem a seca, a irrigação constante resulta em crescimento mais rápido e plantas mais bonitas. 

Para o cultivo em jardim valem as mesmas regras, contudo, as mudas podem ser facilmente adquiridas em viveiros da sua região. O cultivo deve ser feito em espaços amplos e longe de redes elétricas e residências, uma vez que a planta pode crescer bastante. 

Observação importante: O cultivo comercial dessa espécie, ainda que em pequena escala, é de extrema importância para preservar as guerobeiras no ambiente natural, uma vez que a extração do palmito implica obrigatoriamente na morte da planta e esta não rebrota. Então, nunca colha o palmito direto da natureza, nem compre produtos sem saber a procedência, você poderá estar contribuindo, sem saber, para a destruição da nossa biodiversidade. Conhecer a procedência do alimento que estamos comprando é uma obrigação enquanto consumidores, além de valorizar e apoiar quem produz de forma correta. 

Palmito de gueroba in natura comercializado em feiras livres de Goiás. Foto: J.P. Bucher

Bibliografia recomendada 

Santiago, R.A.A.; Coradin, L. Biodiversidade Brasileira: sabores e aromas. Ministério do Meio Ambiente. 2018. Link

Soares, K.P. Syagrus in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.  <Link>

Vieira, R.F.; Camillo, J.; Coradin, L. Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial : plantas para o futuro: região Centro-Oeste. MMA, 2018. Link


Em visita a um colecionador de plantas ornamentais no Distrito Federal me deparei com uma das inflorescências mais lindas do mundo vegetal. Minha maior surpresa foi saber que essa belezura é nativa do Brasil, ainda pouco conhecida, mas com grande potencial de uso no paisagismo. Os cachos de flores são de um alaranjado intenso e chamam a atenção de quem passa por perto. Uma planta tão bela e nativa das nossas florestas merece ser mais conhecida. A depender da região, a espécie recebe vários nomes populares: sol-da-mata, sol-da-montanha, rosa-do-mato, chapéu-de-sol-da-bolívia e por aí vai. 

Descrição botânica: Da família Fabaceae, em cultivo a altura das plantas varia entre 5 a 7 m, mas no interior da mata densa podem ultrapassar 20m. Apresentam folhas grandes e, quando jovens, possuem coloração rosa-arroxeada, passando a verdes quando adultas; as folhas são compostas por 4 a 16 folíolos, cada ráquis pode medir mais de 50 cm de comprimento. As inflorescências são vistosas, grandes e compostas por várias flores adensadas em forma de bolas pendentes, que surgem na extremidade dos ramos; a coloração das flores pode variar de alaranjado a vermelho. 


Onde ocorre: A espécie é nativa do Brasil, porém, não endêmica, sendo registrada também na Colômbia, Peru, Equador, Venezuela e Bolívia. A sua ocorrência em terras brasileiras foi registrada oficialmente no Amazonas, Pará, Distrito Federal e no Rio de Janeiro. Possivelmente também esteja presente em outros estados, fato que só poderá ser confirmado por estudos botânicos mais abrangentes. 

Usos: Árvore muito ornamental devido à beleza de sua floração, que atrai especialmente os colibris. A madeira pode ser usada para confecção de caixotaria. As flores são usadas na medicina tradicional como anti-hemorrágico, propriedade já parcialmente confirmada por estudos científicos. 


Aspectos agronômicos: A produção de mudas é feita por sementes, que podem apresentar germinação baixa e desuniforme, bem como lento crescimentos das plantas. A arvoreta fotografada nas condições do Distrito Federal possui mais de 15 anos e porte aproximado de 5 a 6 m, cultivada em área sombreada e com rega constante. A floração foi observada no mês de junho, com frutos maduros simultaneamente. No Rio de Janeiro os relatos informam que se observa floração e frutificação quase o ano todo. A espécie aprecia clima quente e úmido, apresentando lento desenvolvimento em regiões mais frias. As mudas podem ser plantadas em áreas semi-sombreados, com rega abundante. A falta de água limita a floração e a frutificação. Em alguns locais, a espécie apresenta também problemas com a polinização, resultando em alto índice de frutos vazios, necessitando a colheita de muitos frutos para conseguir boa quantidade de sementes.


Bibliografia recomendada 

Fabaceae in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <Link>. Acesso em: 31 Jul. 2019. 

Pereira, B.; Brazón, J. Aqueous extract from Brownea grandiceps flowers with effect on coagulation and fibrinolytic system. Journal of ethnopharmacology, 160, 6-13, 2015.


Recentemente, em uma visita a um colecionador de plantas ornamentais, conheci esta palmeira e fiquei encantada com seu aspecto. A delicadeza da trama de fibras que envolve o caule se contrapõe à rigidez dos espinhos alongados e firmes. Minha curiosidade foi a mil e comecei a buscar informações sobre esta espécie, reunindo aqui um pouco do que encontrei. 

Onde ocorre: Palmeira nativa da América Central, endêmica da ilha de Hispaniola, na República Dominicana. No Brasil, a espécie é cultivada por alguns colecionadores. 

Descrição botânica: Família Arecaceae, medindo até 3 m de altura, com múltiplos caules de até 5 cm de diâmetro, formando touceiras. Cada indivíduo apresenta entre 9 a 12 folhas, em forma de leque. As bainhas, após a queda das folhas, ficam aderidas aos caules e vão se degradando e se dividindo formando a trama de espinhos, que é a característica principal da espécie. As inflorescências são pequenas e sem grande importância estética; os frutos são pequenos e podem ter coloração variando de esbranquiçados até alaranjados. Na região de origem a planta frutifica entre julho e agosto. 


Uso: Palmeira ornamental. Forma touceira e pode ser conduzida de forma fechada, valorizando a folhagem, ou com podas elevadas, valorizando os caules, com sua trama de fibras e espinhos que confere um visual muito bonito às plantas. Como possui muitos espinhos, não é recomendada para áreas onde há grande circulação de pessoas, em especial, crianças e também de animais domésticos. 

Aspectos agronômicos: Palmeira resistente à seca, porém, cresce melhor em áreas mais úmidas e de clima quente. O crescimento é lento, o que permite a valorização da beleza dos caules por mais tempo. Aqui no Brasil, na coleção visitada, observei que a espécie é cultivada em condição de sombra total e com rega constante. 


Curiosidades: O nome palmeira-zumbi é atribuído ao aspecto espinhoso de seus caules que, além de proteger a planta, também fornece espinhos longos e finos para uso em rituais de vodu. O site Palmpedia, traz a informação de que as populações naturais desta palmeira estão ameaçadas devido à destruição da vegetação nativa na ilha caribenha. Essa história a gente já conhece... 

Bibliografia recomendada 

Palmpedia. Link

Tropicos. Link





Caros leitores,

É com imensa satisfação que disponibilizo a vocês o link de mais um livro do nosso grupo de trabalho. Esse é o livro de receitas e composição nutricional das frutas e hortaliças nativas, reunidas na série Plantas para o Futuro. São 335 receitas deliciosas, além de informações detalhadas sobre a composição nutricional de cada alimento. É uma obra pioneira creditada à renomadissimos pesquisadores da área de nutrição e tecnologia de alimentos de diversas universidades federais nas cinco grandes regiões do Brasil.

O livro pode ser baixado gratuitamente no link abaixo.

Deliciem-se e divulguem esta ideia!!!

http://www.mma.gov.br/publicacoes/biodiversidade/category/142-serie-biodiversidade.html?download=1218%3Asérie-biodiversidade-biodiversidade-52




Nomes populares de plantas variam muito conforme os países, regiões, ou mesmo, entre os estados de uma mesma região. No Brasil, quando falamos em bertalha é possível distinguir várias espécies de plantas com características semelhantes, mas, em geral, a Anredera cordifolia e a Basella alba são as mais comuns. Então, vamos aprender um pouco mais sobre essas duas espécies? 

Anredera cordifolia (Ten.) Steenis 

Anredera cordifolia
A espécie recebe os nomes populares de bertalha, cipó-babão, basela, folha-santa ou trepadeira-mimosa, sendo reconhecida pela maioria da população como planta invasora. Apresenta elevado potencial de infestação, é bastante agressiva, crescendo sobre outras plantas e, por este motivo, deve ser cultivada com cuidado para evitar a infestação de áreas adjacentes. 

Esta bertalha também é chamada de ora-pro-nobis sem espinho. Embora botanicamente não sejam parentes próximas, o sabor e a textura das folhas jovens lembram o sabor da ora-pro-nobis verdadeira, a qual já foi assunto aqui no site, em post anterior (Link). 

Pertence à família botânica Basellaceae, planta perene, trepadeira, com folhas e ramos suculentos, glabros, folhas arredondadas, inflorescências alongadas, compostas por numerosas flores brancas. Pode apresentar pequenos bulbos aéreos. 

Anredera cordifolia é nativa do Brasil e ocorre em praticamente todos os estados da faixa atlântica, desde o Rio Grande do Sul até o Ceará. O florescimento pode ocorrer o ano todo e, em algumas regiões onde a floração é menos intensa, as plantas produzem pequenos bulbos nas axilas foliares, propagando-se tanto por sementes quanto pelos bulbos. Prefere locais com sol pleno ou meia sombra, com irrigação constante.

As folhas jovens são consumidas em saladas cruas ou cozidas, refogadas, ensopadas ou em mistura na massa ou recheio para bolos, pães, suflês ou fritatas. A planta também é usada na medicina popular. 


Basella alba L. 

Basella alba
Esta é a bertalha propriamente dita, também chamada de espinafre-do-oriente. Pertence à família botânica Basellaceae, nativa do sudoeste asiático e cultivada no Brasil. A espécie se apresenta como uma trepadeira suculenta, de caule liso, folhas brilhosas, em formato de coração, com nervuras bem marcadas, inflorescências em formato de pequenos racemos com flores brancas. Os frutos são carnosos e de coloração púrpura, quando maduros. 

Esta hortaliça tem sido cultivada nas várias regiões do Brasil, sendo facilmente encontrada em supermercados e feiras-livres. Muitos autores ainda a consideram como uma PANC, porém, pela sua ampla distribuição no Brasil e cultivo cada dia mais difundido, já pode ser considerada como hortaliça convencional. Contudo, independente da classificação, a bertalha atende a todos os requisitos para estar com sucesso na mesa brasileira. 

A propagação pode ser feita por sementes ou por estacas de ramos, os quais apresentam crescimento mais rápido e vigoroso. A semeadura pode ser feita diretamente no canteiro ou em bandejas, para posterior transplantio. O espaçamento varia de 30 a 40 cm entre plantas e entre linhas. O solo deve ser leve, bem drenado e com muita matéria orgânica. A colheita se dá entre 60 a 90 dias após o plantio. 

A bertalha é uma hortaliça de elevado valor nutritivo, especialmente vitaminas A e C, cálcio e ferro. As folhas jovens devem ser consumidas cruas ou refogadas e podem ser usadas de forma muito versátil na composição de pratos com carnes, ovos ou farofas. Pode entrar como componente na massa ou no recheio de tortas e quiches ou, ainda, no enriquecimento nutricional do nosso arroz com feijão de cada dia. 

Potencial invasivo de Anredera cordifolia, que deve ser cultivada sob contenção para evitar o alastramento excessivo.

Bibliografia recomendada 

Bertalha. Folder da Embrapa Hortaliças. Link

Kinupp, V.F. et al. Anredera cordifolia (Basellaceae), uma hortaliça potencial em desuso no Brasil. Link

Lorenzi, H. Plantas daninhas no Brasil. 3ª edição. 2000. 

Pellegrini, M.O.O.; Imig, D.C. Basellaceae in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <Link>. Acesso em: 30 Jun. 2019 

Pellegrini, M.O.O.; Imig, D.C. Basellaceae in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <Link>. Acesso em: 30 Jun. 2019


A araucária ou pinheiro-do-paraná é uma planta típica do sul do Brasil e que permeia as memórias afetivas da infância de muitos “guris e gurias”, especialmente pelo sabor inesquecível de sua semente: o pinhão. Sair com o pai em pleno inverno para colher pinhão era uma das minhas atividades mais esperadas durante o ano inteiro. Pinhão assado na grimpa, na chapa, cozinho em água e sal (até hoje meu modo preferido de comer pinhão), na paçoca, no ensopado, pinhão é bom de qualquer jeito. Uma espécie fantástica!!!! 

Entretanto, a exploração madeireira e a destruição da Mata Atlântica e dos fragmentos da mata de araucárias, especialmente no Paraná onde havia extensas áreas preservadas, conduziram a araucária a um rápido processos de extinção, sendo considerada, atualmente, como espécie Em Perigo, de acordo com Centro Nacional de Conservação da Flora. A destruição das matas de araucárias chegou a mais de 80% de sua cobertura original só no último século, período bem inferior ao que demora apenas uma geração da espécie, que é de 120 a 160 anos. Atualmente a espécie é protegida por lei e tem seu corte e exploração madeireira proibidos. Desta forma, o uso do pinhão como alimento, além de oferecer uma opção de renda para os produtores rurais, também é uma forma eficiente de estimular a preservação e novos plantios da espécie, a fim de retirá-la da lista de ameaçadas. 


Descrição botânica: Família Araucariaceae, árvores de grande porte, com folhas pequenas, alternas e dispostas de forma adensada ao longo dos ramos, com extremidade pontiaguda. A copa é aberta e arredondada, característica da espécie. São plantas dioicas (macho e fêmea em plantas separadas) e as fêmeas produzem a pinha, onde estão os frutos (pinhões). Quando maduras, as pinhas caem ou se desfazem ainda na planta, liberando os frutos que são coletados ou disseminados pelos animais. O período entre a floração e a produção dos frutos pode variar entre 20 a 24 meses e a frutificação geralmente se concentra nos meses de inverno, de março a junho, podendo se antecipar ou se entender conforme a região. 


Onde ocorre: A araucária é nativa, porém, não endêmica do Brasil. Sua ocorrência natural vai desde o sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo até o Rio Grande do Sul, chegando também ao Paraguai e Argentina. Dependendo da região também recebe denominações diferentes, como pinheiro-preto, pinheiro-araucária, pinheiro-brasileiro, pinho-do-paraná e curi. 

Pinhais - PR
Usos: O uso alimentício das sementes (pinhões) é o que apresenta atualmente maior destaque. Os povos indígenas já usavam o pinhão como alimento bem antes da chegada dos colonizadores que, posteriormente, também incorporaram o pinhão à sua dieta. As sementes podem ser consumidas cozidas em água e sal, assadas ou transformadas em ingredientes de diversos pratos doces ou salgados. Após secagem, os pinhões podem ser pilados ou moídos para a fabricação de farinha para panificação. Do ponto de vista nutricional, o pinhão é rico em amido, proteína e gorduras, sendo considerado um alimento energético de alto valor nutricional. O pinhão fresco, ou seja, logo após colhido, pode ser guardado em temperatura ambiente ou em geladeira por um longo tempo. Se bem acondicionado, pode ser consumido durante o ano todo sem perder o sabor e suas propriedades nutricionais. 

Pinha com seus pinhões. Fonte: Marcio Verdi, Flora Digital.
Mais informações e fotos belíssimas como essa, você encontra no site da Flora Digital do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, no Link 
A madeira (de árvores caídas ou plantios autorizados) pode ser usada na fabricação de móveis, caixotaria e utensílios; os nós (ponto de inserção do galho no tronco da planta) são fonte energética ou usados na produção de peças artesanais. A araucária também pode ser cultivada na arborização urbana de parques e áreas amplas, lembrando sempre que é uma árvore de grande porte e necessita de limpeza e manutenção periódica sobre suas copas. A resina também apresenta uso na indústria química e de aromas. A casca, resina e folhas são usadas na medicina tradicional. 

Uso paisagistico da araucária
Aspectos agronômicos: A propagação da araucária é feita pelas sementes (pinhões), que devem ser enterradas a uma profundidade de 5 a 6 cm, em solo leve e bem drenado. Também é possível efetuar uma pré-germinação das sementes em areia, por 5 semanas, e depois transplantar as mudas para embalagens individuais, até completarem o desenvolvimento. A germinação pode levar de 20 a 110 dias e o transplantio para o local definitivo deve ocorrer quando as mudas atingirem pelo menos 20cm de altura. Nos primeiros meses as mudas devem ser protegidas para evitar que sejam quebradas. 

Jardim Botânico de Curitiba - PR
Curiosidades: A araucária apresenta polinização deficiente, não raro se observa pinhas com mais da metade dos frutos “chochos”, ou seja, só desenvolvem o envoltório externo e por dentro estão vazios. Na serra de Santa Catarina essas estruturas são usadas na produção de um artesanato típico local. A colheita do pinhão não é exatamente uma tarefa fácil, pois, em geral, as árvores são altas e é preciso derrubar as pinhas com auxílio de uma vara de madeira ou pela coragem de um exímio escalador que se habilite chegar até o alto das copas. Uma das formas de selecionar as melhores pinhas é escolher aquelas que se desfazem ao cair, o que indica que os pinhões estão no ponto certo para serem consumidos. 

A gralha-azul é um dos símbolos do estado do Paraná, associada à proteção dos pinhais. Diz a lenda que a gralha-azul dormia tranquilamente sobre os galhos de um pinheiro, quando ouviu golpes de machado e voou rapidamente até o céu para não ver a destruição de sua casa. Chegando lá, Deus a desafiou a voltar e plantar mais pinheiros, desta forma, seria abençoada com um manto azul e se tornaria a protetora dessas árvores. Verdade ou não, a gralha-azul é um dos principais “plantadores de araucária” até os dias de hoje, pois tem o hábito de enterrar os frutos que, com o tempo, brotam e formam novas árvores. 

Linda foto da gralha-azul de autoria de Lucas Menegon, no Faceaves. Link

Bibliografia recomendada 

Iganci, J.R.V.; Dorneles, M.P. Araucariaceae in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <Link>. Acesso em: 18 Jun. 2019 

Espécies Nativas da Flora Nativa de Valor Econômico Atual e Potencial - Plantas para o Futuro - Região Sul. 2011Link 



O cará-do-ar é um parente próximo do cará comercial (Dioscorea alata L.), apresentando sabor e usos semelhantes. Por ser ainda pouco conhecido e usado na culinária, é considerado uma PANC (Planta Alimentícia Não Convencional). Encontrado com mais facilidade nas bancas de verduras das feiras livres e, raramente, em gondolas de supermercados. A espécie também é conhecida pelos nomes populares de cará-de-árvore, cará-fígado ou cará-moela. 

Descrição botânica: Da família Dioscoreaceae, é planta de hábito trepador, com folhas verdes escuras, um pouco enrugadas e em formato de coração. O caule enreda-se em troncos de árvores ou outros suportes em sentido horário. Uma das características que permite o fácil reconhecimento da espécie é a produção de tubérculos aéreos, de tamanhos variados, casca fina, de coloração acinzentada e pontuações elevadas que podem conferir textura lisa ou rugosa. 


Onde ocorre: Planta não nativa, considerada naturalizada no Brasil. De origem asiática e africana, é abundante nas regiões tropicais do mundo. Embora de fácil propagação e manutenção, aqui seu cultivo ainda é restrito a quintais e hortas domésticas. Prefere regiões de clima quente e úmido. 


Usos: Após serem cozidos no vapor ou em água, podem entrar na composição de uma vasta lista de pratos culinários: purês, patês, refogados, sopas, caldos, cremes, tortas e muito mais. Também podem ser consumidos assados ou fritos. Os frutos são ricos em amido e glúten e, após secagem, podem ser transformados em farinha para panificação ou usados como fonte de amido para a indústria de fármacos e cosméticos. Frutos, folhas e flores possuem propriedades medicinais. 

Com relação aos aspectos nutricionais, os tubérculos são ricos em magnésio (3,96 ppm) e apresentam baixo teor de lipídios (0,09%). Apresentam cerca de 11,3% de carboidratos, o que permite a sua utilização na panificação em substituição total ou parcial à farinha de trigo. 


Aspectos agronômicos: A espécie ainda não é cultivada em escala comercial. A propagação pode ser feita pela divisão dos tubérculos, que devem ser deixados à sombra para brotarem. O plantio é feito em solo leve, bem drenado e rico em matéria orgânica, em covas ou berços, a 20-30cm de profundidade, espaçamento 1x0,5m e com sistema de tutoramento que permita um bom crescimento da planta e formação dos tubérculos aéreos. Na ausência de seca, a produção ocorre quase o ano todo e a colheita se dá, aproximadamente, 6 meses após o plantio. 

Curiosidade: Estudos apontam que Dioscorea bulbifera é originária tanto da Ásia quanto da África, onde ainda pode ser encontrada em estado natural. As plantas de origem asiática produzem tubérculos menores e tóxicos ao consumo. Entretanto, observou-se que as plantas cultivadas no Brasil apresentam pouca ou nenhuma toxidez, com baixa quantidade de toxinas na casca, sendo facilmente removidas após a lavagem dos tubérculos. 


Bibliografia recomendada 

Castro, C.M.; Devide, A.C.P. Cultivo e Propriedades de Plantas Alimentícias não Convencionais – PANC. Link
Dioscoreaceae in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <Link>. Acesso em: 17 Jun. 2019. 
MÜLLER, M.S. Cará-moela (Dioscorea bulbifera L.) : composição centesimal e mineral, extração e quantificação de polissacarídeos e cinética de secagem. 2017.

Esta foi a planta que despertou meu interesse pelo estudo do nosso maravilhoso bioma Cerrado. Foi assunto do meu trabalho de conclusão de curso de graduação, estudando a diversidade genética em diversas populações da espécie no Brasil central. É planta medicinal valiosa para muitas comunidades tradicionais no Cerrado, que usam a casca das árvores para preparar banhos, chás, garrafadas, pomadas e outros produtos.

Esta planta também é conhecida pelos nomes populares de casca-da-mocidade ou casca-da-virgindade, em alusão ao potencial cicatrizante atribuído às suas cascas. Reza a lenda que, banhos ginecológicos com o chá das cascas de barbatimão era capaz de “reparar o malfeito nas moças” e acelerar a cicatrização em parturientes. 


Descrição botânica: É uma arvoreta muito comum no Cerrado, da família Fabaceae, pode medir de 2 a 5m de altura, tortuosa, com muitos ramos curtos e casca grossa, fendida longitudinalmente, expondo a entrecasca de coloração avermelhada. As folhas são pinadas, com folíolos arredondados e coloração verde clara. As inflorescências têm formato de espiguetas, com minúsculas flores de cor amarelo clara. O fruto é um legume indeiscente, inicialmente verde, passando a castanho escuro conforme avança a maturação.

Onde ocorre: Nativo do Brasil, o barbatimão é encontrado no Cerrado e na área de transição entre o Cerrado e a Caatinga. Planta típica de áreas de campo sujo e cerradão, em solos profundos e de composição arenosa.


Usos: As cascas do tronco e ramos são empregadas na medicina popular para curar doenças sexualmente transmissíveis, inflamações e cicatrização de feridas na pele, fabricação de cremes e sabonetes para limpeza de pele. As cascas, maturadas no álcool ou cachaça, compõe garrafadas para as mais diversas finalidades. A casca avermelhada fornece material corante para artesanato, além de ser matéria-prima para a extração de tanino para a indústria química. O tronco fornece madeira para pequenas construções, marcenaria e torno.

Existem inúmeros estudos científicos que demonstram o potencial anti-inflamatório e cicatrizante dos extratos de casca de barbatimão. Um desses estudos menciona que a pomada de barbatimão pode apresentar efeito superior àqueles observados com o uso das pomadas comerciais a venda no Brasil. Em 2009 foi lançada a primeira pomada de barbatimão (Fitoscar) com registro no Ministério da saúde, produto de pesquisas desenvolvidas por universidades brasileiras. 


Aspectos agronômicos: A produção de mudas é feita por sementes, que devem ser semeadas logo após a colheita, em substrato composto por duas partes de terra de mata, 1 parte de areia e 1 parte de esterco bem curtido. O tempo de viveiro pode variar de 12 a 18 meses.

Cuidados: As flores do barbatimão são toxicas para abelhas, porém, já existem estudos que permitem minimizar os efeitos sobre as colmeias. As favas (frutos) podem causar intoxicação em bovinos e sua ingestão por outros animais domésticos também deve ser evitada.

Outro cuidado importante é observar a forma correta de colheita das cascas, a fim de evitar a morte das plantas. Deve-se escolher plantas adultas, com mais de 10cm de diâmetro de caule; cortar as cascas a altura mínima de 1 m acima do solo e em placas de até 30 cm de comprimento; não efetuar o anelamento do caule (corte total da casca em um único ponto); colher as cascas, preferencialmente, nos meses de julho a novembro, antes do período de floração e frutificação. Uma nova colheita de cascas na mesma planta somente será efetuada após 3 a 4 anos.


Bibliografia recomendada

MARTINS, E.R. et al. In: VIEIRA, R.F.; CAMILLO, J.; CORADIN, L. Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: plantas para o futuro: região Centro-Oeste. Ministério do Meio Ambiente, Secretaria de Biodiversidade. – Brasília, DF: MMA, 2018. (Link)
Este blog foi criado com o objetivo de informar e entreter. Apresentar uma espécie vegetal seus usos, potencialidades e curiosidades, com informações mais detalhadas, para que as pessoas conheçam e contemplem a beleza de cada espécie.O conteúdo é destinado a toda comunidade e serão muito bem vindas, todas as colaborações daqueles que estejam dispostos a dividir seu conhecimento com quem tem sede de aprender sempre.