Caju (Anacardium spp.)

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Você sabia que existem vários tipos de cajus? Tem caju-de-árvore, caju-anão, caju-rasteiro, caju grande e pequeno, caju amarelo, rosado ou bem vermelho, tem caju de todo jeito. Embora o sabor seja parecido, são espécies de plantas diferentes que vivem em biomas diferentes. O caju é um dos símbolos do tropicalismo brasileiro e um dos sucos mais consumidos no País. Então hoje vamos conhecer um pouco mais dessas plantas e alguns alimentos que podem ser preparados com esses frutos deliciosos e bem brasileiros.

O cajuzinho-do-cerrado (Anacardium humile A.St.-Hil.) e o caju-rasteiro (Anacardium nanum A.St.-Hil.) são espécies típicas do Cerrado de Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais, com frutos pequenos, vermelhos quando maduros e, na minha opinião, mais doces que o caju convencional. As plantas são pequenas e quase desaparecem no meio da vegetação graminosa do cerrado. 

Cajuzinho-do-cerrado maduro, pronto para ser degustado.
O caju-de-árvore ou caju-de-árvore-do-cerrado (Anacardium occidentale L.) também é típico do Cerrado, embora botanicamente seja considerada a mesma espécie do caju cultivado comercialmente, apresenta frutos menores e de coloração rosada a avermelhado. O caju-de-árvore é menos produtivo que o seu homônimo comercial, mas igualmente saboroso e nutritivo.

Caju-de-árvore-do-cerrado.



O caju comercial (Anacardium occidentale L.) é produto do melhoramento genético da espécie original, e é cultivado em escala comercial para atender, sobretudo, a demanda da indústria de suco. É o caju mais comumente encontrado nas feiras e mercados, bem como, a espécie mais cultivada nos quintais das casas de quase todo Nordeste e outras regiões mais quentes do Brasil.
Usos: Os cajus, independente da espécie, tem usos muito semelhantes. Os pseudofrutos (carne de caju) podem ser consumidos in natura ou processados na forma de doces em calda ou cristalizados, geleias, sucos, picolés, sorvetes, bebidas (cajuína), tortas, bolos, como componente de pratos salgados e uma infinidade usos culinários. O fruto, propriamente dito, é a castanha, que é consumida torrada, após processamento.
 
Pratos deliciosos preparados com cajus. Da esquerda para a direita: bolo com geleia e castanha de caju, doce de caju em calda; rosquinha com doce de caju em pedaços.
Atenção: A castanha de caju deve ser consumida somente depois de torrada e devidamente processada. A casca da castanha crua possui sabor amargo e uma composição de ácidos que podem causar irritações ou lesões na boca e até estomago, se for ingerida. 

Os cajueiros também são utilizados como plantas ornamentais, cultivados em ambientes abertos. Estas plantas perdem as folhas em uma época do ano e, portanto, não devem ser cultivadas próximas de fontes e piscinas, devido ao aumento de custos com a limpeza e conservação, além do risco de danos ao sistema de filtragem de água nesses locais.

Planta e frutos verdes de cajueiro comercial.
Aspectos agronômicos: Os cajus podem ser propagados por sementes ou por mudas enxertadas adquiridas em viveiros de plantas. O cultivo deve ser feito em condição de pleno sol, em solo fertilizado e com boa irrigação para elevar a produção de frutos. Os cajueiros não toleram umidade elevada, uma vez que esta condição facilita a proliferação de doenças. Devem ser cultivados em regiões de clima quente e seco, o que favorece a produção de frutos.

Referências

AGOSTINI-COSTA. T.S.; FARIA, J.P.; NAES, R.V.; VIEIRA, R.F. Cajus do cerrado. IN: VIEIRA, R.F.; AGOSTINI-COSTA, T.S.; SILVA, D.B.; SANO, S.M.; FERREIRA, F.R. Frutas nativas da região Centro-Oeste do Brasil. Brasília – DF. Embrapa Informação Tecnológica, 2010. 322 P.

LUZ, C.L.S.; PIRANI, J.R. Anacardiaceae in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <Link>. Acesso em: 14 Fev. 2017

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