Ipê-roxo {Handroanthus impetiginosus (Mart. ex DC.) Mattos}

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E no auge da estão seca no Cerrado, eis que surgem majestosos os ipês. O espetáculo de cores começa entre no final do mês Maio com a florada do ipê-roxo, também chamado de ipê-caixeta, ipê-roxo-de-bola, pau-d’arco, piúna e uma dezena de outros nomes populares.

Folhas e coloração das cascas da planta de ipê-roxo.
Fotos: J. Camillo.
Descrição botânica: Árvore medindo entre 8 e 30 metros de altura, da família botânica Bignoniaceae. O tronco é ereto e o fuste arredondado, a coloração da casca pode variar entre pardo-escura a preto. As folha são compostas, com 5 folíolos desiguais. As flores são reunidas em inflorescência na porção terminal dos galhos, formando “bolas” de flores, motivo pelo qual também é chamado de ipê-roxo-de-bola. As flores tem coloração rosa-violeta e o interior amarelado. O fruto tem formato capsular, medindo 25 a 30 cm de comprimento como numerosas sementes aladas.
            Para quem for buscar informações mais detalhadas sobre esta espécie, a dica é considerar duas sinonímias botânicas relevantes: Tabebuia avellanedae Lorentz ex Griseb e T. impetiginosa Mart. ex DC., pois muitos artigos fazem referência aos antigos nomes científicos, atualmente considerados sinônimos.
 
A cor cinza da paisagem do Cerrado foi desenhada especialmente para destacar a beleza das flores do ipê.

Onde ocorre: É uma planta nativa da flora do Brasil encontrada em quase todos os estados. Pode ser observada também em outros países, desde o México até a Argentina. Não é comum em regiões frias, uma vez que não tolera geadas. A espécie pode ser encontrada em diversas formações florestais, tanto em matas densas como em áreas mais abertas, conforme observado no Cerrado.
 
As primeiras flores no Parque da Cidade, Brasilia - DF.
Usos: Ornamental, medicinal e madeireiro. A beleza de sua florada e a adaptação da planta às diferentes regiões, tornou o ipê-roxo uma das espécies preferidas na arborização urbana no Brasil. No paisagismo é indicada para áreas de parques, jardins e canteiros centrais de avenidas, podendo ser utilizada inclusive próxima de áreas calçadas. Só não é indicado seu cultivo para áreas onde existem piscinas ou fontes artificiais, pois a queda das folhas poderá trazer prejuízos para a manutenção dos reservatórios. Outro uso muito importante é como medicinal. As cascas da planta contém lapachol, uma substancia com potencial no tratamento da malária e de alguns tipos de câncer. A madeira é nobre, utilizada na construção civil, naval e movelaria. É uma espécie melífera e também pode ser utilizada na recomposição de áreas degradas.
 
Ipê-roxo-de-bola, o formato das inflorescências
confere o nome popular.
Aspectos agronômicos: As plantas florescem durante os meses de Maio a Setembro, sempre com a árvore totalmente despida de folhagem. Os frutos amadurecem a partir de meados de Setembro até Outubro, quando é possível colher sementes para a produção de mudas. A germinação pode ser feita em canteiros ou em sacos plásticos individuais. Como substrato pode ser utilizada uma mistura à base de solo argiloso + areia + esterco (1:1:1), ou adquirir no comércio substrato próprio para produção de mudas. O tempo de viveiro varia entre 6 a 8 meses, quando as plantas estarão prontas para o plantio definitivo. O plantio deve ser feito em condição de sol pleno, com regas frequentes até o estabelecimento da muda. Posteriormente, é uma planta que demanda poucos cuidados, sendo pouco afetada por pragas e doenças e bastante resistente à seca.
 
Eles estão por todos os lugares, nas praças, nos parques, nas ruas, nos jardins das casas, por onde se olhe. 
Referências bibliográficas

CUNHA, A.O.; ANDRADE, L.A.; BRUNO, L.A.A.; SILVA, J.A.L.; SOUZA, V.C. Efeitos de substratos e das dimensões dos recipientes na qualidade das mudas de Tabebuia impetiginosa (Mart. Ex D.C.) Standl. Revista Árvore, 29(4), 507-516, 2005.
IBF - Instituto Brasileiro de Florestas. Ipê-roxo. Disponível em: <Link>. Acesso em 11/06/2013.
IPEF - Instituto de Pesquisa e Estudos Florestais. Ipê-roxo. Disponível em: <Link>. Acesso em: 10 de Ago, 2010.

LOHMANN, L.G. Bignoniaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (Link). 2015.
LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Ed. Plantarum. 352 p. 1992.
LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil. Vol. 1. 5 ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.

SOUZA, P.A.; VENTURIN, N.; MACEDO, R.L.G. Adubação mineral do ipê-roxo (Tabebuia impetiginosa). Ciência Florestal, 16(3), 261 - 270, 2006.

Um comentário:

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