Ipê-branco {Tabebuia roseoalba (Ridl.) Sandwith.}

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Ipê-branco (T. roseoalba) na Universidade de Brasilia. 

Esta semana a Planta da Vez não poderia ser outra senão o Ipê-branco, que encerra a temporada de floração dos ipês em grande estilo. Conhecida também como ipê-branco-do-cerrado, pau-d’arco ou planta-do-mel, pode ser encontrada florida em várias regiões no Brasil no final da época seca, entre os meses de agosto a outubro.

Descrição botânica: O ipê-branco, da família Bignoniaceae, é uma árvore com até 25 m de altura, casca espessa e pouco fendida; folhas palmadas com 3 folíolos de 10-15 cm de comprimento; inflorescência terminal reunindo muitas flores de cor branca com uma listra amarela na parte central; os frutos são tipo cápsula (vagem) medindo entre 20-25 cm com muitas sementes aladas.
Onde ocorre: A espécie é nativa mas não endêmica do Brasil, onde pode ser encontrada naturalmente em quase todas as regiões, especialmente nos biomas Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica. Pode ocorrer tanto em locais abertos, como em matas mais fechadas.

Usos: Pela beleza de sua florada, coloração azulada da folhagem e o formato piramidal da copa, é amplamente utilizado na ornamentação urbana de parques, jardins, ruas e avenidas. Normalmente, tem porte mediano e sistema radicular não muito agressivo, podendo ser cultivado próximo de áreas calçadas. É uma planta muito bem adaptada a locais secos e pedregosos, sendo uma opção para a recuperação de áreas degradadas ou como componente em sistemas agrossilvipastoris.
Propagação: Por sementes, colhidas em frutos maduros e germinadas em canteiros ou embalagens individuais contendo substrato organo-argiloso. As mudas devem ser mantidas inicialmente em local sombreado. O crescimento das mudas é rápido, em 3 a 4 meses as plantas estarão prontas para o plantio no ambiente definitivo. Podem iniciar a floração aos 3 ou 4 anos de idade.
Curiosidade: O ipê-branco, juntamente com outras espécies de ipê, é considerado Patrimônio Ecológico do Distrito Federal. Os ipês também fazem parte do Bosque dos Constituintes, uma iniciativa da Câmara dos Deputados para celebrar a Constituição de 1988, onde cada constituinte plantou uma árvore, e no caso do ipê-branco, a primeira muda foi plantada pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal Luiz Rafael Mayer.
Ipê-branco florido no campus da Universidade de Brasilia. Imagem: Weslainey Diniz. 
Agradecimento: À minha querida aluna Weslainey Diniz pela colaboração no envio de imagens.
Sobradinho - DF.

Ipê branco contrastando com a grama seca e ao fundo, a beleza da Catedral de
Brasilia - DF.

Referências bibliográficas
  1. BRASIL. Câmara dos Deputados. Ipê-branco. Disponível em: Link. 2015.
  2. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Árvores do Brasil Central: espécies da região geoeconômica de Brasília. Vol. 1. Rio de Janeiro, 2002.
  3. IBF – Instituto Brasileiro de Florestas. Ipê-branco. Disponível em: Link. Acesso em 18/09/2015.
  4. LOHMANN, L.G. Bignoniaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <Link>. Acesso em: 05 Set. 2015.
  5. LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil. Vol. 1. 5 ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.
  6. MACEDO, M.C.; ROSA, Y.B.C.; ROSA JUNIOR, E.J.; SCALON, S.P.Q.; TATARA, M.B. Produção de mudas de ipê-branco em diferentes substratos. Cerne, 17(1), 95-102, 2011.
Imagens: J. Camillo. As imagens poderão ser utilizadas desde que citada a autoria.

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