Brinco-de-princesa (Fuchsia spp.)

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O brinco-de-princesa ou fúcsia, tal qual a conhecemos nos jardins, é produto de cruzamento genético e seleção de plantas de origem sul-americanas. O gênero Fuchsia é considerado nativo do Brasil, uma vez que possui oito espécies nativas do nosso país e que também serviram de base genética para a produção dos híbridos comerciais. Entre as espécies nativas, destaca-se a Fuchsia regia, endêmica da Mata Atlântica.


Descrição botânica: Pertencem à família Onagraceae, são plantas escandentes (com galhos pendentes, mas que não necessitam obrigatoriamente de tutoramento), medindo entre 1 a 2 m de altura. Os ramos são abundantes, emitindo delicados botões florais nas extremidades. As folhas são verde-escuras, pequenas e opostas. As flores são igualmente pendentes, com cálice tubular nas cores branco, vermelho ou roxo; a corola também possui cores variadas: roxa, vermelha, branca ou azul, simples ou dobradas; com estames prolongados para fora das flores.


Onde ocorre: O gênero Fuchsia está distribuído por toda a zona tropical e subtropical do continente Americano. Diversas espécies ocorrem naturalmente nos biomas brasileiros e algumas são cultivadas em jardins, especialmente no sul e sudeste do Brasil. A espécie também é cultivada como ornamental em vários países da Europa. 


Usos: Planta predominantemente de uso ornamental em vasos, floreiras ou mesmo no chão do jardim. O uso em vasos e floreiras é mais recomendado devido ao aspecto pendente da planta, que resulta em maior valor ornamental das plantas. As flores são comestíveis e podem ser utilizadas como decoração em saladas e outros pratos.


Aspectos agronômicos: São plantas rusticas e muito resistentes, com boa capacidade de adaptação aos diferentes climas do Brasil, inclusive ao frio do sul do país. Devem ser cultivadas a pleno sol ou em locais com sombra parcial (pelo menos 4 horas de sol por dia), com ou sem tutoramento, dependendo do uso desejado. A propagação é feita com facilidade por estacas de ramos jovens (ponteiro ou estaca mediana) ou por sementes. As plantas devem ser cultivadas em solo rico em matéria orgânica e com regas constantes, mas sem encharcar o substrato.


Bibliografia consultada

LORENZI, H. Planta ornamentais no Brasil: arbustiva, herbáceas e trepadeiras. Nova Odessa: SP. Instituto Plantarum. 4ª Ed. 2008.

FALKENBERG, D. Fuchsia regia. In: CORADIN, L.; SIMINSKI, A.; REIS, A. Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: plantas para o futuro – Região Sul. Brasília: MMA, 2011.

FLORA DO BRASIL. Onagraceae in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <Link>. Acesso em: 02 Mai. 2017.

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